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Guia de Chacarita, o bairro que cresce atrás do cemitério

Por que Chacarita está virando o bairro favorito de quem já conhece Buenos Aires: um cemitério enorme, o túmulo de Gardel, o Sexto Panteão e uma cena gastronômica que não para de abrir lugares.

Atualizado 29 de setembro de 2026

Durante anos, quem visitava Buenos Aires circulava entre os parques de Palermo e os túmulos da Recoleta. Chacarita mal aparecia no mapa. Isso mudou: chefs, artistas e gente do café começaram a se instalar a poucas quadras do cemitério, e hoje o bairro tem uma das cenas gastronômicas mais interessantes da cidade.

O cemitério é o ponto de partida natural. É maior que a Recoleta e nasceu em 1871, durante a epidemia de febre amarela. Entre suas avenidas arborizadas descansa Carlos Gardel e, embaixo, meio escondido, está o Sexto Panteão: uma obra de concreto da arquiteta Ítala Fulvia Villa e uma das peças mais marcantes da arquitetura funerária do mundo.

Ao sair, o contraste é imediato. Na Jorge Newbery e na Dorrego há cafeterias especiais, padarias e bares de vermute como o Sifón Sodería, onde o aperitivo sai da torneira com água com gás e a calçada enche ao pôr do sol. A poucas quadras está a El Imperio, uma pizzaria de bairro que há décadas serve uma das fugazzettas mais generosas e famosas de Buenos Aires.

Chacarita é isso: um bairro em pé bem entre a sua história e o que está acontecendo agora. Vale caminhar antes que fique cheio.

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Chacarita: cemitério, tango e boa comida

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